sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Veja se o seu filho tem altas habilidades

Faça o teste com as 20 principais características
Extraído do site : https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/bom-jesus/guia-dos-pais/noticia/veja-se-o-seu-filho-tem-altas-habilidades.ghtml

Por Bom Jesus

22/11/2017 13h42  Atualizado 22/11/2017 13h42

As crianças com as chamadas altas habilidades geralmente manifestam diferenças no desenvolvimento ainda em idade pré-escolar. No entanto, nem sempre as características manifestadas nessa fase permanecem quando a criança cresce. Então, como saber se existe mesmo algo diferente e que merece um acompanhamento? De acordo com Mônica Munhoz da Rocha, gestora do Bom Jesus – Modalidade de Educação Especial, as crianças com superdotação podem demonstrar maior facilidade nas áreas da linguagem, na socialização ou desempenho escolar superior.

Veja se o seu filho tem altas habilidades

Existem outros sinais:

1.                                    Vocabulário superior ao esperado para a idade.
2.                                 Nível de leitura acima da média do grupo.
3.                                 Observação acurada.
4.                                 Raciocínio incomum.
5.                                  Disposição de liderança.
6.                                 Relacionamento aberto e receptivo.
7.                                  Sensibilidade aos sentimentos dos outros.
8.                                 Atenção prolongada e centrada nos assuntos de seu interesse.
9.                                 Grande curiosidade a respeito de objetos, situações ou eventos.
10.        Tendência a começar sozinha as atividades e a dar prosseguimento nos interesses individuais.
11.                Originalidade de expressão oral e escrita, com constantes respostas diferentes, individuais e não estereotipadas.
12.                          Talento incomum para expressão em artes, como teatro, música, desenho, dança.
13.               Habilidade para apresentar alternativas, respostas e soluções para problemas difíceis ou complexos.
14.                          Facilidade de decisão.
15.                           Gosto por correr risco em várias atividades.
16.       Habilidade de encontrar relações entre fatos, informações ou conceitos aparentemente não relacionados.
17.                           Aborrecimento fácil com a rotina.
18.                          Espírito crítico, capacidade de análise e síntese.
19.                          Desinteresse por regulamentos e normas.
20.                      Gosto pela investigação e pela proposição de muitas perguntas.

De acordo com a gestora, apesar de ser possível identificar as altas habilidades, é importante não generalizar. “As crianças são diferentes, únicas. Por esse motivo, nem sempre apresentam todas as características apontadas nos superdotados. Alguns podem ter desempenho significativo em algumas áreas, na média ou inferior em outras, dependendo do tipo de altas habilidades”, conta Mônica.


A maioria dos pais percebe as altas habilidades antes que a criança complete cinco anos. O ideal é procurar um psicólogo experiente no assunto, que poderá fazer testes psicométricos e uma avaliação neuropsicológica para identificar se as potencialidades estão realmente acima da média de outras crianças. O profissional deve fazer, também, escalas de características, questionários, observação do comportamento, sondagens do rendimento e desempenho escolar, entrevistas com familiares e professores.

Para lidar com uma criança superdotada em casa, os pais devem ajudar no desenvolvimento psicológico saudável e proporcionar um ambiente que estimule continuamente as capacidades intelectuais da criança. Aos pais cabe, também, aceitar falhas e ajudar a criança a enfrentar dificuldades de qualquer ordem. Isso significa evitar a supervalorização e as expectativas quanto ao desempenho da criança, pois ela, normalmente, já é muito exigente.

Já na escola, os educadores precisam estimular a construção do conhecimento por meio de aprendizado voltado para a ampliação de conceito, que valoriza a responsabilidade, o espírito de equipe, a ética, o respeito, a cidadania e práticas educativas que desenvolvam a curiosidade, a capacidade criadora, a socialização e o raciocínio lógico. “É primordial que o aluno com altas habilidades/superdotação se desenvolva em seu próprio ritmo, aproveitando ao máximo suas potencialidades e competências; que seja estimulado a construir novos conhecimentos, ao mesmo tempo em que conviva com parceiros da mesma faixa etária. Propor conteúdos que desafiem a aprendizagem a fim de mantê-lo motivado”, completa Mônica.



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Vejam que interessamte este vídeo que fala consequências negativas de rotular a criança como gifted (superdotada) e criá-la como tal

Vejam que interessante este vídeo que fala consequências negativas de rotular a criança como gifted  (superdotada) e criá-la como tal, numa classe especial em comparação com crianças que são Superdotadas, mas que não sabem que são .  

Não estou defendendo nenhum lado, até porque seria um pouco paradoxal se eu o fizesse... rs. Mas, achei a abordagem e os argumentos e depoimentos destes vídeos muito interessantes.  Assistam e tirem suas próprias conclusões !

Resultado de imagem para Rethinking Giftedness Film



quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Uma conversa sobre superdotação

Extraído do site : https://paratodos.net.br/2016/11/24/uma-conversa-sobre-superdotacao/

mariaclara
DESCRIÇÃO DA IMAGEM: a foto mostra Maria Clara, que é uma mulher branca, de cabelo curto e de óculos, sentada à mesa tomando um café. Ela veste uma camisa azul de listras brancas e tem um casaco azul escuro nas costas. No fundo, uma parede de tijolinhos.

Qual a importância de identificarmos a inteligência precoce das crianças? Toda criança inteligentíssima é superdotada? Estimular a criança precocemente tira dela o tempo livre do brincar? Essas foram algumas das perguntas que a pedagoga Maria Clara Sodré respondeu à jornalista Ciça Melo, do Paratodos. O bate-papo faz parte de um ciclo de encontros sobre inclusão realizado pelo Paratodos em parceria com a livraria Blooks, em Botafogo. Na edição anterior, a convidada foi a artista Olivia Byington, que veio falar do livro ‘O que é que ele tem’ e conversar com o público sobre inclusão.

Ao contrário do que indica o senso comum, os alunos com superdotação também são alunos em situação de inclusão. Isso porque, como em outros casos mais clássicos de inclusão, é preciso tornar o conteúdo escolar mais estimulante para esses estudantes – que, muitas vezes, podem concentrar sua atenção para algumas disciplinas específicas ou temas que lhe agucem ou provoquem. Sem uma adaptação, nesse caso também, pode haver desinteresse pelo ensino, perda do prazer em aprender e comportamentos inadequados em sala de aula. Eles são mais uma amostra de que os padrões de ensino universais não atendem a todos os alunos de uma mesma turma.

Maria Clara

Doutora em Educação de Superdotados, Maria Clara respondeu por quase uma década pelo programa de atendimento de alunos superdotados na Escola Americana do Rio de Janeiro, implantou e dirigiu por cinco anos o programa de atendimento de alunos superdotados de baixa renda do Instituto Social Maria Telles (Ismart) e esteve à frente, por 15 anos, do Projeto Futura, um programa de educação infantil para crianças de baixa renda que, entre outras coisas, visava a identificar e atender alunos precoces na pré-escola. No Instituto Lecca, organização sem fins lucrativos, dirige programas educacionais, buscando identificar crianças superdotadas de famílias de baixa renda e prepará-las para a entrada em escolas públicas de excelência.

– Visitei e estudei várias escolas no mundo. Então, posso dizer que é preciso trabalhar de forma individualizada, mesmo olhando para a turma toda. É possível – disse ela.

Maria Clara ressalta a importância de a família não ignorar os sinais de precocidade que algumas crianças dão, ainda pequenas. Como ler aos três anos, fazer cálculos mentais aos 4, ou ainda se interessar por assuntos que geralmente não despertam o interesse de crianças de sua idade, tais como  reconhecer as bandeiras dos países com apenas 2 anos. É preciso prestar atenção quando a criança interessa-se mais por aprender do que por jogar bola ou brincar com brinquedos que ocupam seus pares em idade.

– Sem um diagnóstico da superdotação e as devidas adaptações educacionais, muitas vezes o que se observa é que a criança não desenvolve toda a sua potencialidade. A primeira característica a destacar é a precocidade. São crianças mais curiosas, concentradas e obstinadas em acertar, compreender aquilo de seu interesse. Não estou falando de indivíduos raros. Os superdotados representam 5% da população.

Segundo a especialista, um dos danos de não se diagnosticar a superdotação e, em consequência, não estimular as suas potencialidades, recai, muitas vezes, sobre o desenvolvimento emocional dos alunos.

– Uma característica dos alunos superdotados não atendidos é achar a escola insuportável, podendo levar à depressão ou mesmo a “tocar o terror” na escola – comentou Maria Clara. – A maior tragédia que pode acontecer é um aluno aprender que a escola não é local para aprender. Isso vale para todos, claro.


Diante da relevância do tema e da importância de mostrarmos as diversas possibilidades de inclusão e diferenças nas crianças,  o Paratodos vai publicar em breve uma entrevista com Maria Clara. Quer participar? Envie suas perguntas para paratodos@paratodos.net.br.