sexta-feira, 22 de julho de 2016

Exemplo de péssima prestação de serviços por parte do NAAH´s do RJ à uma mãe do meu Grupo do Facebook

Quando o atendimento é bom, eu venho aqui e elogio. Também divulgo o bom trabalho, seja de um profissional, seja de algum Naah´s ou de sala de recurso de atendimento de alunos com altas habilidades/ superdotação. Porém, não vou deixar passar batido quando me deparo com um péssimo exemplo (um não, vários como vocês, leitores, poderão ver abaixo !) de atendimento de um órgão público, como o do NAAH´S do RJ, que recebe verba do governo, justamente para atender e dar suporte aos pais de crianças com indicativos de superdotação. 
  
Pois vejam, que a mãe que aparece na troca de e-mails abaixo, entrou em contato com o Naah´s do RJ, antes de chegar ao meu grupo. Ela queria saber aonde poderia fazer avaliação neuropsicológica, que fora solicitada pelo neuropediatra que atendeu o filho dela. A resposta do NAAH´S não foi só fora vaga, como fora, também, seca.

Verdadeiro descaso com a mãe e a criança em questão. Verdadeiro descaso com o dinheiro público. Nosso dinheiro ! 

Vergonhoso ! 

Isto vai totalmente contra o que diz no site do NAAH´s do RJ (http://naahsrj.blogspot.com.br/) abaixo copiado :
  
“ Criado em 10 de em novembro de 2006 pela Secretaria Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro - SEEDUC, Resolução SEE nº 3397 (DO de 16/11/06), em parceria com o MEC para cumprimento das Políticas Públicas para a Inclusão Pedagógica do Aluno com Altas Habilidades / Superdotação, o NAAH/S é Centro de Referência no atendimento às Altas Habilidades / Superdotação, integrando a estrutura básica da Secretaria de Estado de Educação.

Em 21 de maio de 2008, através da Resolução SEE nº 3968 (DO de 11/06/08) o Estado normatiza o atendimento educacional aos Alunos com indicadores de Altas Habilidades / Superdotação na Rede e garante que a identificação é Pedagógica - realizada pelos profissionais da Escola.

O NAAH/S-RJ realiza a Formação Continuada para Profissionais da Educação da Rede em regime de itinerância por todo o Estado em parceria com os NAPES - Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado - que são 30 distribuídos pelas 15 Regionais do Estado do Rio.

Os Alunos da Rede identificados pelos Profissionais das Escolas são encaminhados para atividades de Suplementação nas Salas de Recursos, onde são acompanhados para verificação e confirmação de seus Talentos em Atividades de Enriquecimento Curricular.

Desde a sua criação o Estado vem ampliando consideravelmente os percentuais do Censo, pois em 2006 eram apenas seis Alunos identificados e em 2012 foram identificados 357 Alunos. Este percentual ainda não corresponde aos referencias da Organização Mundial de Saúde - OMS que cita de 3% a 5% de Alunos e o dos Especialistas que falam no percentual de 15% a 20% da Educação Básica. A diferença entre estes percentuais está relacionada ao fato da OMS privilegiar os Talentos Acadêmicos e os Especialistas contemplam todas as áreas da Inteligência.

O NAAH/S-RJ realiza encontros mensais em sua sede para Orientação e Trocas com Pais & Responsáveis de Alunos com AH/S de todas as Redes de Ensino. Além das orientações realizadas eletronicamente. Realizamos orientações para Universitários. Parcerias são realizadas para o desenvolvimento de Atividades para as Altas Habilidades / Superdotação na Rede Estadual.”         

Espero que o NAAH´s reveja a sua postura e atendimento, ou então, é melhor que as nossas verbas públicas sejam destinadas a outros órgãos que irão, com certeza, fazer melhor uso do nosso dinheiro e tratar com respeito aqueles que lhes procuram, pedindo orientação..



















quinta-feira, 21 de julho de 2016

2º Simpósio do Instituto Brasileiro de Superdotação e Dupla Excepcionalidade em São Paulo, dia 24/09/2016

 

Local: São Paulo /SP

Royal Jardins Hotel

Alameda Jaú, 729, Jardim Paulista (próximo ao metrô Trianon MASP)

 Pagamento via transferência bancária: 

Claudia Hakim
Banco Itaú
Agência 3754
Conta corrente 06349-7
CPF 186.271.598-07

Os interessados deverão preencher o formulário de inscrição abaixo enviar email com comprovante de pagamento para institutosdnd@gmail.com

Para acessar o formulário e fazer a sua inscrição, clique neste link :
 

terça-feira, 19 de julho de 2016

Secretária do MEC cobra execução de políticas de educação para alunos deficientes


Extraído do site : http://www.cenariomt.com.br/noticia/536409/secretaria-do-mec-cobra-execucao-de-politicas-de-educacao-para-alunos-deficientes.html

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados discutiu o financiamento da educação especial

A secretária de Educação Continuada do Ministério da Educação (MEC), Ivana de Siqueira, afirmou em debate na Câmara dos Deputados que as políticas públicas que beneficiam os alunos com necessidades especiais não são efetuadas nas escolas.

“A inclusão desses alunos não se faz com matrícula ou orçamento, é preciso possibilitar o acesso e a permanência desses estudantes nas escolas”, afirmou durante audiência pública sobre o financiamento da educação especial, nesta quinta-feira (14), na Comissão de Educação.

Segundo ela, os recursos do governo investidos no Atendimento Educacional Especializado (AEE) desses alunos não são aplicados nas escolas.

Ivana de Siqueira afirmou que, em algumas escolas, ainda estão fechados os equipamentos que seriam usados nas salas de recursos multifuncionais – que atendem alunos com necessidades especiais. “As entidades envolvidas devem acompanhar a destinação desses recursos e avaliar como está sendo o processo de aprendizagem”, destacou a secretária.

Falhas na aplicação

O deputado Izalci (PSDB-DF), que propôs a realização da audiência, afirmou que houve um aumento nos recursos destinados à educação, porém há falhas na aplicação.

As leis já existem. Precisamos de um controle maior sobre as aplicações dos recursos, que vai ocorrer quando as comunidades civis dos municípios participarem, em forma de conselhos, da verificação de onde estão sendo aplicados os recursos encaminhados aos municípios”, disse.

Segundo o diretor de estatísticas educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP), Carlos Eduardo Moreno Sampaio, no Brasil existem 108.695 escolas que atendem aproximadamente 930 mil alunos com deficiência. 81% desses alunos estudam em instituições públicas e 19% em privadas.

A maior parte desses alunos (69%) possui deficiência intelectual e, aproximadamente 15%, deficiência física. Quando inspecionadas, 65% dessas escolas não possuíam instalações adequadas para atender deficientes físicos, e apenas 24% utilizam o AAE.

Apenas 43% dos alunos com cegueira se beneficiam do AEE. Ainda segundo o INEP, 453 mil alunos com deficiência iniciam o ensino fundamental, porém apenas 8.545 ingressam no ensino médio.

Assistência

Ivana de Siqueira também ressaltou dados sobre o Programa BPC na Escola, do MEC, que monitora o acesso e a permanência de pessoas com deficiência nas escolas. O Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) é um benefício que garante um salário mínimo pessoas com deficiência.

Em 2008, foi identificado que 71% dos beneficiários do BPC com deficiência, na faixa etária de zero a 18 anos, estão excluídos da escola, o que implica em 29% destes beneficiários atendidos pelas escolas.

Habilidades e superdotações

A vice-presidente da Associação de Pais, Professores e Amigos dos Alunos com Altas Habilidades/Superdotação do DF (Apahsdf), Valquíria Theodoro, disse que é preciso uma reformulação da Lei 13234/15, que trata sobre o cadastramento e o atendimento de alunos com altas habilidades ou superdotação.

Ela reclama que o direito ainda não pôde ser adquirido porque a lei não define quem será o órgão responsável pelo cadastro. Segundo Valquíria, os pais dessas crianças são os principais prejudicados pela má execução de politicas públicas voltadas para educação de crianças especiais.

Ivana de Siqueira disse que, devido à crise econômica, o MEC precisa identificar prioridades em que serão feitos os investimentos nos programas voltados para educação especial, desenvolvidos pelo órgão.

Ela destaca o Programa Nacional para a Certificação de Proficiência no Uso e Ensino da Língua Brasileira de Sinais (Prolibras) que, por meio de exames, certifica profissionais da educação na proficiência, no ensino e na tradução de Libras. De 2006 a 2010, 6.101 profissionais foram certificados.

Profissionais especializados

Carlos Eduardo Moreno Sampaio comemorou que o número de profissionais especializados na educação especial aumentou. Em 2015, foram aproximadamente 93 mil docentes formados.

Ivana de Siqueira considera que se deve ampliar o debate sobre o tema com a sociedade civil, para pontuar quais são as principais necessidades apontadas pelos alunos, pais e professores, já que são eles quem acompanham a efetivação da lei.


“A deficiência não é individual. A deficiência é do ambiente e dos recursos oferecidos. Portanto, é preciso saciar essas necessidades para que ninguém fique prejudicado”, considerou Ivana.

MEUS COMENTÁRIO : Em relação à fala do MEC, de que ele precisa identificar prioridades em que serão feitos os investimentos nos programas voltados para educação especial, desenvolvidos pelo órgão, pra mim, está claro que a área da Educação Especial que contempla as altas habilidades / superdotação não será uma destas prioridades, pois existe um mito de que "Os superdotados não precisam de nada para aprenderem e se motivarem. Eles vão sozinhos". Logo, se há pouca verba e prioridades a serem escolhidas, nosso grupo vai ser o primeiro a rodar nesta história. Então, sra. Ex-Presidente Dilma, de que vale criar uma lei, se não cria condições e instrumentos efetivos para que ela seja cumprida e os direitos dos alunos superdotados garantidos ? Só pra ficar " bem na fita" ?