terça-feira, 26 de maio de 2015

Encontro de pais de Crianças Superdotadas em Curitiba. Gratuito. Dia 30/05.

Encontro de pais de Crianças Superdotadas em Curitiba, mediado por Paula Sakaguti, Gratuito. Dia 30/05.


Menino de 6 anos passa no exame para se tornar um Microsoft Certified Professional

Pequeno paquistanês morador de Londres também é bamba em Angry Birds     

Humza, o pequeno gênio, mas com uma ajudazinha do pai Foto: Divulgação
Humza, o pequeno gênio, mas com uma ajudazinha do pai - Divulgação





RIO – O menino Humza, de apenas seis anos de idade, passou na última semana de abril com louvor em um teste de sistemas de computação que normalmente apenas adultos se aventuram a tentar: a prova para se tornar um Microsoft Certified Professional. O garoto tornou-se uma das pessoas mais jovens a se tornar em Microsoft Office Specialist no Office Word 2013.

De acordo com o “International The News”, Muhammad Humza Shahzad, de origem paquistanesa, mora em East Croydon, em Londres, na Inglaterra. Ele começou a se interessar por sistemas aos dois anos, quando passou a mexer com smartphones. Seis meses depois, quando quebrou o cotovelo esquerdo, ganhou seu primeiro laptop e seu pai, que trabalha em sistemas, lhe ensinou a usá-lo.

Com seu novo computador, ele continuou brincando de games, quebra-cabeças complexos e desenhando. Em seguida, passou a montar estruturas complicadas em Lego, muito mais avançadas do que aquelas propostas para sua idade. Iniciou a desenhar em papel também.

A média para passar no exame da Microsoft é de 700 pontos, mas o menino conseguiu fazer 757 pontos. Apesar da aptidão para lidar com sistemas, as ambições de carreira do guri são outras.


— Quero ser piloto — disse o menino à “BBC”, com sua voz bem infantil e com sotaque. — Gosto de jogar Angry Bird Transformers e Angry Birds Space. O pequeno Humza, nesses jogos, obtém sempre dez pontos, num total de dez.

 
Humza ladeado por funcionários da Microsoft - Divulgação

Os pais de Humza — Asim Shahzad e Seemab Asim — são originalmente de Lahore, no Paquistão. Eles se mudaram para Londres em fevereiro de 2011, e desde então o pai Asim vem trabalhando como gerente sênior de desenvolvimento para uma empresa multinacional de TI.

Humza é a segunda criança mais jovem a tornar-se um Microsoft Certified Professional, mas é o mais jovem na área específica de “MS Office Specialist”. O mais jovem foi o menino, também paquistanês, Ayan Qureshi, que passou no exame aos cinco anos de idade. Outro menino, este com nove anos, chamado Jomiloju, um estudante primário da Role Model School, na Nigéria, também passou no exame.

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O candidato ao exame em que Humza passou deve saber e demonstrar a aplicação correta das principais funcionalidades do Word 2013, sendo capaz de criar e editar documentos de duas a três páginas para diversos propósitos e em várias situações, como relatórios com aparência profissional, newsletters com várias colunas, currículos e correspondência comercial.





domingo, 24 de maio de 2015

Escolas de Brasília vão dar tratamento especial para superdotados


A Escola Classe  da 204 Sul  já oferece acesso a salas de Recursos Multifuncionais
A Escola Classe da 204 Sul já oferece acesso a salas de Recursos Multifuncionais

Agora é lei. As escolas públicas do Distrito Federal terão que oferecer Atendimento Educacional Especializado (AEE) a alunos superdotados. São considerados superdotados aquelas crianças que possuem, entre outras dotações, alta habilidade ou talento especial para artes visuais, dramáticas e musicais, capacidade intelectual superior em relação as outras crianças de idade equivalente, ou aproximada, pensamento criativo e liderança.

Para a psicopedagoga e chefe do núcleo de Altas Habilidades e Superdotação, da Secretaria de Educação, Viviane Calce, é muito grande o valor desses estudantes para o futuro do país. “Eles são parte do capital humano do país, se investirmos neles, isso pode voltar com inovações tecnológicas e em várias áreas como saúde e educação. A longo prazo, teremos um retorno positivo”, declarou.
Regulamentação

Atualmente, o ensino público do DF garante um complemento da educação a esses alunos em algumas escolas regulares. Com o Decreto 36.461, que regulamenta a Lei 5.372, de 24 de julho de 2014, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal nessa quinta-feira (23), a Secretaria de Educação do DF terá que ampliar o serviço, já oferecido para alunos de escolas públicas e particulares.
Pelo decreto, os estudantes serão atendidos desde a educação infantil até o fim da vida escolar. Com isso, a Secretaria de Educação do Distrito Federal terá que disponibilizar um setor específico para o acompanhamento pedagógico dos estudantes, adequar os espaços físicos, os materiais pedagógicos, além de providenciar equipamentos de ensino. E também, oferecer formação continuada e específica a esses professores.
O ingresso dos estudantes no atendimento especializado será feito por meio de triagem. A identificação das características de superdotação pode ser feita com critérios de profissionais das áreas de educação, e a autoavaliação e afirmação da própria família serão consideradas.
Direitos

Para a presidente da Associação de Pais, Professores e Amigos dos Alunos com Altas Habilidades/Superdotação do Distrito Federal (APAHSDF), Valquíria Theodoro, o decreto vai garantir os direitos independentemente da mudança de gestão governamental, o que não ocorria antes da regulamentação da Lei.
“Isso é uma grande conquista, pois respalda os direitos obtidos na aprovação unânime que a Lei obteve pela Câmara Legislativa do DF. Além de consolidar o papel da associação como promotora de política pública para a educação de alunos superdotados”, comemorou Valquíria, que é mãe de Augusto Cézar, superdotado. “Com três anos eu comecei a perceber que ele era diferente. Com essa idade ele já lia e tinha um espírito de liderança dentro dele”, relembrou
A associação surgiu em 2011, quando pais e professores decidiram unir forças para buscar o atendimento diferenciado para os alunos superdotados. Atualmente, o DF tem mais 1.400 alunos identificados com superdotação, e 80% deles têm atendimento específico, de acordo com a associação.
Como é o caso da estudante Leonor de Lima, de 9 anos, que estuda na Escola Classe 204 da Asa Sul. Lá, ela tem acesso a salas de Recursos Multifuncionais, que proporcionam assistência específica. Cláudia Guerreiro, jornalista e mãe de Leonor conta quando percebeu as altas habilidades da filha. ““Ela era bem pequenininha, tinha dois anos. O linguajar dela era mais desenvolvido, e algumas manifestações de percepção de mundo e comportamento estavam bem à frente das outras crianças. Além disso, ela escreveu um livro com apenas sete anos”, destaca.
Em geral, alunos com superdotação avançam as séries escolares para que o desenvolvimento acelerado não seja podado. “A Leonor tem notas altas, mas, não precisou avançar a séries, eu até prefiro assim, porque é importante passar por todo o processo, isso traz maturidade”, explicou, Cláudia.
Atendimento

A chefe do núcleo de Altas Habilidades e Superdotação, da Secretaria de Educação, Viviane Calce, lembrou que o DF atende essas crianças desde 1976, sendo que 70% delas em escolas públicas e 30% em escolas particulares.
Para identificar se é superdotada, a criança é submetida por 16 semanas a testes quando, então, são verificadas as habilidades e superdotações, que podem ser manifestadas de formas variadas. “Essa habilidade pode estar na área acadêmica, artística e intelectual. Isso depende muito de cada um. A superdotação não quer dizer que a criança é um gênio em tudo, é algo específico”, ressaltou Viviane.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde pelo menos 5% da população mundial tem algum tipo de alta habilidade. O Censo Escolar de 2010 registrou 2.769 crianças com essas características em todo o país. Deste número, mais da metade reside no Distrito Federal.